
No Recife, capital de Pernambuco, um amante das artes construiu a réplica de um castelo medieval para abrigar suas coleções e obras, reunidas ao longo de uma vida, e no final, abriu as portas para receber o público. Assim surgiu o Instituto Ricardo Brennand, passeio imperdível para quem visita a cidade.
Entre as principais atrações está a coleção de objetos de defesa e de guerra, de mais de três mil peças, entre armaduras, escudos, elmos, manoplas e cotas de malha, usadas pelos cavaleiros em batalhas.
Destaque para as facas e canivetes da conceituada cutelaria Joseph Rodgers & Sons Limited, do século XVIII, que teve exclusividade na venda produtos de cutelaria para a Coroa Britânica durante quatro reinados, do Rei William IV ao George V.
A característica principal dos quadros e tapeçarias do local são obras que retratam o Brasil da época do descobrimento, no século XVI, com suas florestas virgens, belos indígenas, e imagens de sua fauna e flora, que estavam sendo descobertas na Europa e exerciam verdadeiro fascínio por lá.
Onças, orquídeas, novos frutos, flores e belas imagens de cachoeiras e praias, além de representações das vilas que deram origem a cidades como Rio de Janeiro, retratada em desenhos por viajantes europeus como Rugendas e Debret, que também fazem parte do acervo.
O local também abriga a maior coleção privada (15 quadros) do pintor holandês Frans Post, que pintou paisagens do Recife a pedido do Governo holandês, no século XVI.
Um dos ambientes de que mais gosto é a sala do “O Julgamento de Fouquet”, que retrata a condenação de Nicolas Fouquet, um alto funcionário do rei francês Luís XIV (conhecido como “Rei-Sol”), acusado de roubo. A reconstituição do julgamento foi feita com bonecos de cera em tamanho real, e entrando na sala você se sente parte da cena.
Prévia do comentário