
Um serviço bem diferente já está funcionando no Rio de Janeiro, em São Paulo e em várias cidades do mundo, como Paris, Nova Iorque, Xangai e Nova Déli. É o “aluguel de amigos”, ou seja, agências que possuem guias locais para o turista, geralmente jovens hospitaleiros que guiam o visitante por pontos da cidade que só os “locais” conhecem mesmo.
Na verdade, não se trata literalmente de “alugar um amigo”, mas sem dúvida é a uma proposta de guia turístico criativa e uma oportunidade de conhecer pessoas interessantes, do mundo inteiro. O turista também pode encomendar um roteiro exclusivo, personalizado, de acordo com seus interesses e possibilidades de tempo e orçamento. Para saber mais informações (em português), visite o site do Rent a Local Friend.
Via Folha

Ventos ensurdecedores, desmoronamentos de enormes blocos de gelos, cadeias montanhosas permeadas por vales e bosques, desertos e depressões. Isso mesmo, tudo ao mesmo tempo, esta é a Terra do Fogo, na Patagônia.
Localizada no extremo sul da América do Sul, é da Patagônia que partem as famosas excursões para a Antártica. Rodeada pelos oceanos Pacífico e Atlântico e tendo por limites, a Norte, os rios Colorado e Bío-Bío, ela é assim chamada pelo motivo de que os nativos possuíam pés grandes (patagão significa pé grande). Porém, pra se curtir uma viagem nesta região, é necessário também olhos e coração grandes frente a tanta beleza.
A Província Tierra Del Fuego, à cerca de 3 mil km de Buenos Aires, é um imenso arquipélago onde situa-se Ushuaia, a cidade mais meridional do planeta, podendo-se vislumbrar ao redor suas montanhas cobertas de neve e, através do Museu do Fim do Mundo, conhecer a história do lugar. E por falar em fim do mundo, é pela Estação do Fim do Mundo, localizada a 8km de Ushuaia, que partem trens para se fazer um passeio histórico pela região, onde os mesmos outrora deportavam presidiários no intuito de fornecer lenhas a população.
Caso ainda esteja a caça de mais beleza, suba para região norte e, se tiver controle emocional o suficiente, dê uma encarada nas transbordantes geleiras que estendem-se a 5 km no Glaciar Perito Moreno, em El Calafate, com suas pedras de gelo de 50 a 60 metros de altura despencando-se continuamente.
Foto: Arquivo pessoal

Viajar de carona é sinônimo de nostalgia. É uma mancha da memória quase sumindo igual ao singular barulho dos freios dos caminhões. Mas pegar carona não é somente viajar na poesia concreta de beira de estrada! Então se liga e levante o dedão que o sinal está verde para algumas dicas!
Aliás, a primeira delas é em relação ao inconveniente dedão. Pegar carona na beira da BR é complicado, meu amigo! O mais fácil são os postos de gasolina, e de preferência de manhãzinha, o horário que os caminhoneiros voltam à estrada. Apresente-se a eles, seja simpático, sincero e diga o seu destino. Ah… e uma boa aparência sempre vai bem! No entanto, não exagere, pois pode ser roubado.
Assaltos são comuns nas rodovias, por isso faça uma avaliação do motorista antes de sentar no banco. Uma boa conversa com os caminhoneiros e frentistas em relação às rotas mais freqüentes e um guia de BR`s é o volante da viagem se você não quer gastar tempo com furadas e/ou se perder.
Se ainda não conseguiu a tão almejada carona no posto, o dedão volta servindo de “último parágrafo” na beira da estrada. Porém, carregue contigo um papelão e com um pincel atômico escreva o seu destino. Posicione-se onde possam vê-lo melhor, como por exemplo, perto das curvas das subidas. E por falar em curvas, nada melhor que um diário que te servirá de gasolina contra as curvas traiçoeiras das lembranças. Crepúsculos e desabafos líricos de caminhoneiros e ambulantes não cabem na mochila da memória.
Poema: Ronaldo Azevedo
Há muitos fotógrafos brasileiros e também estrangeiros registrando o Brasil hoje em dia, mas fiquemos somente com alguns deles pra começar.
Reconhecido mundialmente, o mineiro Sebastião Salgado abandonou a carreira de economista e decidiu capturar em preto e branco não só o Brasil, mas as cruéis conseqüências do mundo desigual e opressor. Terra mostra a condição de vida de brasileiros e a luta pela terra de migrantes, trabalhadores rurais e famílias vivendo em acampamentos às margens das rodovias. Outros livros como Serra Pelada, Trabalhadores e Êxodos permanecem com a mesma temática da condição humana.
A primeira grande experiência do fotógrafo Pedro Martinelli, então com 20 anos, com os índios foi na década de 70. O contato com a realidade dos índios do Brasil foi tão forte que somente 25 anos depois se concluiria a documentação do que seria o livro Panará – A Volta dos Índios Gigantes. O rigistro cultural e o cotidiano do povo amazônico também se encontra nos livros Amazônia – O Povo das Águas, Mulheres da Amazônia e Gente X Mato.
Inclinado mais à fotografia colorida, encontra-se o colecionador de mundos Araquém Alcântara clicando a beleza, a cultura e a natureza do Brasil em toda sua plenitude, desde a Mata Atlântica a Floresta Amazônica. Já o espanhol Miguel Rio branco, também artista plástico, flerta com o submundo brasileiro em sua fotografia de cores fortes e tendências poéticas.
Fotos do Brasil





O Canal VisitBrasil foi lançado nesta quarta-feira (03), no Youtube, sendo resultado de uma parceria entre o Google e a Embratur.
No VisitBrasil, os internautas podem acessar 88 vídeos sobre pontos turísticos do Brasil, com legendas disponíveis em 68 idiomas. Mais dados e vídeos serão acrescentados ao longo dos anos.
“Enquanto assiste a um vídeo, o usuário pode localizar no mapa os locais citados. Se em um depoimento, por exemplo, a pessoa comenta que visitou São Paulo e Manaus, um estrangeiro que nunca esteve no Brasil pode ter noção da distância entre as cidades”, explica o Portal G1.
A iniciativa tem tudo para dar certo, já que uma recente pesquisa encomendada pela Embratur indicou que 27,6% dos turistas que vieram ao Brasil em 2008 usaram a internet como fonte de pesquisa para preparar a viagem.
Fonte e foto: G1

Provavelmente o ultra introvertido e obscuro Franz Kafka(1883 - 1924) não gostaria nem um pouco de ver sua própria imagem estampada em vitrines e camisetas por Praga, a capital da República Tcheca. Mas pra quem se arrisca, andar por essa cidade é também conhecer os caminhos e as inspirações do escritor que o levaram a escrever uma obra sombria.
O Castelo(1926), por exemplo, foi todo escrito na pequeníssima casa número 29 da Travessa Dourada, uma vila localizada perto do Castelo de Praga e que inspirou o autor a escrever o romance. Já a residência onde Kafka nasceu, na esquina entre as ruas Maislova e U Radnice, que mantém ainda seu portal original, apresenta exposições de cartas e manuscritos do escritor.
Mas talvez o ponto máximo seja o originalíssimo Museu de Kafka, onde logo na entrada nos deparamos com um monumento no mínimo engraçado, que são duas estátuas de dois homens a “urinarem” no mapa da República Tcheca, uma singular interpretação do universo Kafkiano. O museu está dividido em duas seções: O Espaço Existencial, que evidencia a grande influência que Praga teve na obra do escritor, e a Topografia Imaginária, onde é utilizado animações 3d e áudio visuais para representar a Praga imaginária de Kafka.
Ah, e caso esteja afim de “bater um bate papo” com o escritor, visite seu túmulo com mensagens em língua hebraica no novo cemitério judeu Straschinitz. Boa sorte, meu cúmplice, pois pra se ter uma ideia a palavra “kafka” em tcheco significa não mais que corvo.
Foto: Asa Peka

Novo City Hall de Hannover com iluminação noturna
Uma das maiores cidades alemãs, Hannover é a sede da maior feira de tecnologia do mundo, a Cebit, que acontece até sábado(06). Para orientar os milhares de visitantes, foi traçada uma linha vermelha nas calçadas por mais de 4 km, guiando os turistas pelos principais pontos da cidade.
Entre estes pontos, estão os vários jardins - como os do Castelo de Herrenhausen, em estilo barroco -, o City Hall, a Kreuzkirche (mais antiga igreja da cidade), e vários prédios históricos.
“Outro símbolo hanoveriano são as Nanas, esculturas grandes em forma de mulheres coloridas e gordas, criadas pela artista francesa Niki de Saint Phalle. Instaladas em 1974, causaram escândalo entre a população”, explica a Folha.
Para quem gosta de museus, o Sprengel-Museum é um dos mais importantes museus de arte moderna de toda Europa, com uma grande coleção de obras do expressionismo alemão e do cubismo francês.
Fonte: Folha
Fotos: Lalo de Almeida/Folha Imagem, e Langzeitbelichter, ohaoha, Punxutawneyphil

Conhecer uma cidade guiado por um habitante dela vale mais que ter um mapa turístico comum. O guia Conexão Paris tem essa proposta, como o próprio título integral da publicação indica: Quatro roteiros- Quatro Dias – Dos pontos essenciais aos segredos parisienses.
A autora é a brasileira Maria Lina, que vive na cidade desde 1983. No guia há cinco mapas. Todos eles acompanhados de textos sobre os pontos turísticos, acrescidos dos segredos parisienses: quais os melhores restaurantes para almoçar ou jantar, onde tomar um aperitivo, quais as lojas mais freqüentadas pelos parisienses, etc.
Pode ser adquirido no blog de Maria Lina, o também chamado Conexão Paris.
Quem conheceu o carnaval do Recife este ano e ficou curioso para entender melhor a profusão de danças e ritmos pode acessar o Catálogo das Agremiações Carnavalescas do Recife e Região Metropolitana no site da Revista Continente. Cerca de 600 grupos de frevo, maracatu, caboclinhos e outros tipos de agremiações desfilam pelas ruas do Recife e sua região metropolitana durante o carnaval. 90 deles estão registrados no Catálogo.
Alguns dessas agremiações têm mais de 100 anos, como o maracatu de nação Estrela Brilhante. A publicação traz um pouco dessas histórias e textos de pesquisadores (em inglês e português) sob a ótica da memória, história, políticas públicas e outros temas ligados ao carnaval pernambucano. Sem dúvida, um dos mais ricos do Brasil e do mundo.
Fonte: Revista Continente
Foto: Marcos André
Em qualquer lugar do mundo, dar uma passadinha no “bar” é um costume comum a turistas e habitantes. No entanto, esta simples ação pode reservar surpresas incríveis. O pessoal da Lonely Planet relacionou estas sensações em uma lista com os bares mais extravagantes do mundo.
O Giger Museum Bar, é um antro cavernoso, inquietante e obscuro em puro estilo Alien. Também faz parte da lista o bar submarino de Eilat, em Israel, onde é possível olhar os peixes cara a cara. O Depeche Mode Bar, em Tallin, (Estônia) é reservado aos fãs do famoso grupo de rock.
O Albatross de Tóquio é microscópico e claustrofóbico, com três andares. Já o The Hobbit House, de Manila, nas Filipinas, é obviamente inspirado aos personagens da saga de Tolkein. O Bar Nasa, em Bangalore, na Índia, se inspira no interior de uma nave espacial, com raios lasers, turbinas e imagens da Terra visto do espaço. O Regatta Hotel Bar de Brisbane, na Austrália, pode se gabar de um banheiro para os homens com as paredes de vidro: espelhadas verso o salão (pelo menos é o que dizem…).