
Um das maiores coleções botânicas do mundo está no Instituto Inhotim, na cidade de Brumadinho, a 60 km de Belo Horizonte. As plantas, algumas delas espécies raras, não são as únicas obras de arte no local. Dividem os jardins do Instituto com pavilhões de obras de arte contemporânea, em meio a um parque ambiental. O espaço guarda também uma reserva de Mata Atlântica.
O acervo tem obras de Hélio Oiticica, Adriana Varejão, Cildo Meirelles e outros. Muitas delas estão nos jardins do Instituto, construído em parte segundo sugestões de Burle Marx. Esculturas e instalações por todo o lugar acabam formando um ambiente inteiramente propício para viajarmos até onde a arte nos leva. Além da disponibilização desse acervo, atividades de envolvimento com a comunidade estão entre as prioridades dos coordenadores do museu, que promovem pesquisas e atividades educativas em cultura, meio ambiente e arte. Abre de quarta a domingo.
Foto: Carol Reis/ Divulgação de obra de Hélio Oiticica
“A loucura não existe, o que não quer dizer que ela não seja alguma coisa”. A observação de Michel Foucault nos lembra que definir o louco é limitá-lo ao referencial de normalidade do qual não podemos seguramente eleger um representante sequer e, pior, submetê-los ao que acreditamos ser o modo ideal de viver. Antes de definir e curar, digno seria comunicar-se de alguma forma. O Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio do Janeiro, possibilita esse encontro, através das obras plásticas realizadas por pessoas acometidas pela esquizofrenia e outras patologias.
Fundado em 1952, pela psiquiatra Nise da Silveira, é aberto ao grande público e possibilita pesquisas que contribuíram para a transformação da assistência à loucura. Inconformada com os métodos brutais de tratamento ainda bastante utilizados naquela época, Nise foi pioneira na terapia ocupacional através da arte e de outras atividades, como a convivência com gatos. No famoso Centro Psiquiátrico Pedro II, de tristes histórias de isolamento de todos os indesejáveis, Nise organivaza ateliês terapêuticos, cuja produção deram origem ao Museu, único no mundo até então.
Reconhecida internacionalmente, teve apoio de Carl Jung e de grande parte da comunidade de pesquisadores. A arte espontânea revelou-se uma terapêutica e uma valiosa maneira de acompanhar e pesquisar a evolução dos casos clínicos. Na série de obras desses artistas, os pesquisadores vêem claramente os caminhos que a mente vai buscando com objetivo de se reorganizar, encontrar seu próprio eixo. Hoje o antigo Centro é chamado de Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveirano Engenho de Dentro. O Museu abre de segunda a sexta, da 2ª. a 6ª, das 9 às 16 horas. A entrada é franca.
Imagem: Divulgação da obra de Carlos Pertuis

Na década de 1970, num dos pontos paradisíacos do litoral cearense, uma comunidade de pescadores formada há mais de um século precisou se unir contra um grileiro e imobiliárias. Hoje, após obter o reconhecimento da posse dos seus terrenos perante o Supremo Tribunal de Justiça, a comunidade conquistou em 2009 o status de Reserva Extrativista. Esse título garante que as terras e uma faixa do mar da Prainha do Canto Verde sejam de domínio público, confiadas à comunidade. Os ideais sustentáveis podem agora ser concretizados com mais agilidade e garantias, podendo, por exemplo, fazer frente à pesca insustentável em vigor na zona econômica do litoral brasileiro.
A forma de vida construída pelos moradores não deixa de fora o turismo. Para visitar a praia do Canto Verde, vizinha da famosa e não tão protegida Canoa Quebrada, o turista pode se hospedar em pousadas construídas pelos moradores. Passeios de bugre e trilhas, culinária especializada em frutos do mar, artesanato variado e moderno são serviços geridos pela comunidade com apoio de instituições como o Sebrae.
Mas a ideia de turismo comunitário é mais que gestão local e a fruição da paisagem, é também o encontro cultural. É a chance de conhecer um lugar a partir das pessoas que pertencem a seu ambiente e o valorizam. A vivência comunitária rende boas conversas, o conhecimento de histórias de vida e de uma inspiradora vida política: as cerca de 200 famílias da Prainha formaram sua associação e criaram conselhos comunitários. O Clube de Acadêmicos da Prainha do Canto Verde já publicou mais de 30 pesquisas com base na própria experiência. Há projetos em educação, saúde, gestão coletiva para o lixo, pesca sustentável e outros. Caso interesse, tem muito o que conhecer além da rede, da sombra e da água de coco.
Foto: Divulgação

Muito chocolate, espetáculos circenses e ilusionistas, paradas com carros alegóricos e oficinas. Em Gramado, desde o início do mês, festividades da Páscoa preparadas pelos moradores têm deixado os visitantes bem felizes.
A cidade da Serra Gaúcha já é famosa pelo Natal Luz e pelo turismo de inverno. Há dez anos, a Chocofest, que acontecia na vizinha Canela, vem contribuindo para confirmar essa região como a terra do chocolate também. Mas não é só a guloseima que representa a Páscoa no festival. A religiosidade, espiritualidade e valores de harmonia e paz estão presentes na festa, sob o grande tema da sustentabilidade. Aliás, em Gramado, há uma tradicional Procissão dos Passos acompanhada de carros alegóricos, na sexta feira da Paixão.
A Chocofest é ótima para a criançada, mas adultos também encontram espaço na programação, que além dos espetáculos e desfiles, oferece oficinas de gastronomia, artesanais com reciclados e decorativas. E também se divertem, tanto acompanhando os pequenos, como nas degustações, claro.
O envolvimento dos moradores torna o evento ainda mais especial. O clima é de festividade, deixando de lado o ar de feirão de produtores locais. Bom momento para ir à cidade que adora receber visitas. Acontece diariamente até o domingo 4 de abril.
Foto: divulgação
Falou em praias de Pernambuco, você se lembra do quê? Porto de Galinhas, Boa Viagem e o arquipélago de Fernando de Noronha? Belas. Mas, caso queira conhecer mais que essas praias e suas redondezas, aposte no litoral do Cabo de Santo Agostinho, a 41 km do Recife.
São nove praias. Entre elas, a pequena e linda Calhetas. Trata-se de uma baía, circundada por pedras e coqueiros, guardando um mar de azul intenso. A água é transparente e sem ondas. Conta com pousadas e bares à beira da praia, em cima das pedras. O visual da lua cheia, com os barquinhos atracados na baía relaxa até a alma.
Ali pertinho, a cerca de 8km, fica a praia do Paraíso. Também pequena, com muitas pedras, formada por duas baías. Apesar de ser a menor praia do estado, o mar é raso numa grande extensão. Também sem ondas. A tranqüilidade é tanta que o lugar já foi chamado de praia da Preguiça.
No caminho entre Calhetas e Paraíso, aproveite para visitar a vila hippie Vale da Lua e a velha comunidade de pescadores Nazaré com suas ruínas históricas. São lugares bem agradáveis. No percurso tem ainda os mirantes com vistas de tirar o fôlego. Mas não precisava nem avisar aqui sobre eles. É irresistível parar e admirar.
Foto: arquivo pessoal
Há muitos fotógrafos brasileiros e também estrangeiros registrando o Brasil hoje em dia, mas fiquemos somente com alguns deles pra começar.
Reconhecido mundialmente, o mineiro Sebastião Salgado abandonou a carreira de economista e decidiu capturar em preto e branco não só o Brasil, mas as cruéis conseqüências do mundo desigual e opressor. Terra mostra a condição de vida de brasileiros e a luta pela terra de migrantes, trabalhadores rurais e famílias vivendo em acampamentos às margens das rodovias. Outros livros como Serra Pelada, Trabalhadores e Êxodos permanecem com a mesma temática da condição humana.
A primeira grande experiência do fotógrafo Pedro Martinelli, então com 20 anos, com os índios foi na década de 70. O contato com a realidade dos índios do Brasil foi tão forte que somente 25 anos depois se concluiria a documentação do que seria o livro Panará – A Volta dos Índios Gigantes. O rigistro cultural e o cotidiano do povo amazônico também se encontra nos livros Amazônia – O Povo das Águas, Mulheres da Amazônia e Gente X Mato.
Inclinado mais à fotografia colorida, encontra-se o colecionador de mundos Araquém Alcântara clicando a beleza, a cultura e a natureza do Brasil em toda sua plenitude, desde a Mata Atlântica a Floresta Amazônica. Já o espanhol Miguel Rio branco, também artista plástico, flerta com o submundo brasileiro em sua fotografia de cores fortes e tendências poéticas.
Fotos do Brasil





A Fazenda Nova, na cidade de Mococa, é uma das cerca de 30 fazendas históricas da região que recebem turistas para cavalgadas. Mococa fica a 260 km de São Paulo e é famosa pelos cafezais e hotéis-fazendas, fazendo parte do Circuito turístico do Café com Leite.
A cavalgada dura dois dias, e exige resistência física. Começa às 7h30 da manhã, com um café regional reforçado, com direito a quitutes como bolo de pão de queijo. Segue com paradas e refeições pelos cafezais, currais e fazendas da região.
“Muita gente gosta das cavalgadas, mesmo os que não são praticantes”, diz Laura Rossetti Barretto Ribeiro, 46, da Fazenda Nova, e representante da sétima geração da família de açorianos que chegaram à região. “Mococa é uma região linda, muito boa para ser explorada a cavalo, sem pressa”.
Fonte/foto: Folha/Luisa Alcantara e Silva-Folha Imagem

O Canal VisitBrasil foi lançado nesta quarta-feira (03), no Youtube, sendo resultado de uma parceria entre o Google e a Embratur.
No VisitBrasil, os internautas podem acessar 88 vídeos sobre pontos turísticos do Brasil, com legendas disponíveis em 68 idiomas. Mais dados e vídeos serão acrescentados ao longo dos anos.
“Enquanto assiste a um vídeo, o usuário pode localizar no mapa os locais citados. Se em um depoimento, por exemplo, a pessoa comenta que visitou São Paulo e Manaus, um estrangeiro que nunca esteve no Brasil pode ter noção da distância entre as cidades”, explica o Portal G1.
A iniciativa tem tudo para dar certo, já que uma recente pesquisa encomendada pela Embratur indicou que 27,6% dos turistas que vieram ao Brasil em 2008 usaram a internet como fonte de pesquisa para preparar a viagem.
Fonte e foto: G1

Para degustar e conhecer alambiques da bebida genuinamente nacional, vale percorrer a rota da cachaça na cidade de Monte Alegre do Sul, em São Paulo. O lugar fica a 140 km da capital e é rodeado de fazendas com alambiques que produzem a iguaria há pelo menos um século.
Se você quiser ficar por lá mais que um dia, ótimo. Assim não precisa degustar tudo de uma vez e esquecer o que viu na viagem. Monte Alegre do Sul também é rodeado de hotéis fazenda, que deixam você fazer de tudo um pouco, caso queira experimentar a rotina da vida no campo.
Na Pousada Cafezal em Flor, por exemplo, os hóspedes podem degustar o café produzido por lá e percorrer trilhas no cafezal. Dos quartos se houve barulho de cachoeira e se vê belas montanhas. A integração com a natureza está até mesmo na construção da pousada, feita com materiais recuperados de demolições.
Na Pousada da Fazenda, você vai ser convidado para cuidar de animais e acompanhar as colheitas. E no Hotel Fazenda Campo dos Sonhos, aceitam bichinho de estimação, seja gato, cachorro ou cavalo.
Fonte: Agência Porto de Notícias
Foto: Danny Botelho
Um dos melhores locais de mergulho em águas tropicais fica na costa pernambucana. Naufrágios do século XIX e embarcações recém afundadas propositalmente formam um interessante roteiro de mergulho em águas cristalinas e quentes. Só na capital Recife, são 100 embarcações, 22 delas visitadas por mergulhadores.
Além de observar e tocar o que restou das histórias e lendas sobre esses acidentes, o mergulhador encontra a beleza da vida renascida nos destroços. Naufrágios se tornam recifes artificiais, de biodiversidade riquíssima, e fontes de pesquisa.
Por esse motivo, foi criado até um Parque de Naufrágios Artificiais em Pernambuco, incluído na rota turística. Boa notícia para os interessados é que estamos no período mais indicado para o mergulho na região: entre outubro e maio. Os inexperientes podem procurar escolas em Recife, Fernando de Noronha e Porto de Galinhas.
Foto: Secretaria de Turismo do Recife/Divulgação