
O arquiteto mineiro Argus Caruso resolveu rodar o mundo de bicicleta e compartilhar suas experiências com estudantes de todo o planeta.
Além de lançar um livro, intitulado “Caminhos”, ele criou o projeto “Pedalando e Educando”, em que visita escolas para dar palestras.
Em três anos e meio, Argus pedalou mais de 35 mil km, percorrendo 28 países bem devagar, com tempo para conhecer as pessoas bem de perto.
Ele fez ao todo 20 mil fotos, que ilustram o livro (que tem 150 belas fotos) e o site. Aliás, o site foi e é muito importante para o projeto na área de educação, pois Argus o abastecia com relatórios e imagens, para que os estudantes pudessem “aprender sobre o mundo se divertindo”.
No site, você pode cadastrar sua escola.

Os apaixonados das duas rodas - aquelas sem motor - vão gostar desta lista preparada pela Msnbc com as dez melhores cidades do mundo para se conhecer andando de bicicleta. Além da morfologia do centro urbano, a escolha levou em consideração as condições ambientais, motivo pelo qual visitar Pequim de bicicleta (nono lugar na lista) é decisamente desaconselhavel.
Em primeiro lugar, encontramos Amsterdã. A Holanda como um todo é amiga dos ciclistas, com uma infinidade de pistas e percursos dedicados às duas rodas. No segundo lugar, Copenhagen onde 32 % da população utiliza as bicicletas para se locomover. Em terceiro, Bogotá, com quilômetros e mais quilômetros de percursos para ciclistas e pedestres. Curitiba, a capital do Paraná, é única cidade brasileira da lista e Montreal, pode ostentar um investimento de mais de 134 milhões de dólares em pistas e itinerários, criando ainda estacionamentos para as bicilietas e sistemas de bike sharing. A americana Portland pode se gabar de 260 milhas de itinerários reservados às bicicletas.
Percorrendo a lista encontramos, além da já citada Pequim, Trondheim na Noruega, Barcelona e Basileia, onde existem ladeiras apenas para os ciclistas mais em forma.
Foto | Flickr

A cidade de Copenhague, capital da Dinamarca, afirma ter mais bicicletas que seus 510 mil moradores. Nas principais ruas da cidades, passam cerca de 20 a 30 mil ciclistas por dia, indo ao trabalho, escola, faculdade, ou a passeio.
Quem cansar e quiser completar o caminho de ônibus e metro levando sua bicicleta também pode, basta pagar uma taxa equivalente a R$5. A cidade é um exemplo de sustentabilidade e preocupação com o meio ambiente.
Lá, a regra dos três “Rs”: Reduzir, Reutilizar e Reciclar, é seguida e ensinada às crianças desde cedo. Tudo isso resulta numa estatística impressionante: apenas 10% de todo o lixo produzido pela Dinamarca vai parar no lixo mesmo, o restante é reutilizado.
O país também incentiva o uso de energias renováveis. Quase metade das turbinas de vento produzidas no mundo vêm da Dinamarca. Até 2025, o país espera reduzir a zero suas emissões de carbono. Para isso, conta com um sistema de transporte público tão moderno e confortável que as pessoas preferem usá-lo a dirigir seus próprios carros.
Fonte: BBC Brasil via FolhaTurismo
Foto: Anja Niedringhaus/AP
Continuar lendo: Copenhague tem mais bicicletas que habitantes

No Brooklyn, a empresa de design sustentável Studio Gelardi criou o Contrail: uma peça acoplável à bicicleta que permite deixar uma trilha de giz pelo caminho percorrido.
Contrail foi finalista do concurso “Design 21’s Pedal To The Medal” e foi criado com a intenção de ajudar a fortalecer o sentido de comunidade de ciclistas, desenhando quais os caminhos mais seguros para pedalar.
À medida que as linhas de giz se tornam mais intensas, os ciclistas estão demarcando um espaço seguro para uso coletivo. Além do sentido comunitário, Contrail pode ser uma divertida forma de expressão artística.
Fonte e Foto: Examiner
Já pensando para onde fugir no canaval? Se você é um daqueles que gosta de paz e tranquilidade, Monte Verde, em Minas Gerais pode ser uma boa pedida. A vila é encravada na Serra da Mantiqueira e tem ótimas opções de hospedagem, esportes de aventura, um roteiro gastronômico variado e uma natureza de tirar o fôlego.
Monte Verde fica apenas a 167 km de São Paulo, 420 km de Belo Horizonte e 456 km do Rio de Janeiro. Possui atrações que vão desde uma caminhada para a Pedra Redonda - um dos pontos turísticos da região, uma visita à área com a maior concentração de beija-flores em vida livre do mundo, até um radical passeio de quadriciclo.
O pequeno centro comercial, animado por lojinhas, bares e restaurantes, tem clima ideal para se sentar e ver o dia passar. Longe de todo o auê dos grandes centros à noite, quando certamente a temperatura cai, a dica é aproveitar a culinária local e terminar a noite aos pés da lareira de algum dos tantos hotéis e pousadas do vilarejo.
Foto: Flickr
Continuar lendo: Monte Verde: carnaval tranquilo em Minas Gerais

O mais famoso dos revolucionários cubanos havia explorado a América do Sul em moto. Hoje, a Girolibero propõe explorar Cuba girando em bicicleta, percorrendo a Via do tabaco entre velhas destilarias, memórias revolucionárias, ritmos envolventes e sabores inesquecíveis.
Pedalando sobre as trilhas dos bucaneiros, de Ernest Hemingway e de Che Guevara, é possível passar um Reveillon alternativo em todos os sentidos: nada de casacos, nada de carros, nada de grandes festas e atores vestidos de Papai Noel.
A viagem dura 13 dias, custa cerca de 2.000 euros por pessoa e inclui o vôo, os vistos de ingresso, os transfer de/para o aeroporto de Havana e de Havana a Varadero, o tour em bici com acompanhante local que fala inglês e espanhol, um acompanhante italiano, o café da manhã, 4 almoços e 7 jantares durante o tour em bici, 2 dias de all inclusive em Varadero (do 10° ao 11° dia) em hotel 3 ou 4 estrelas ao mar, o aluguel da bici (exceto 2 dias em Havana e 2 em Varadero), o ônibus durante il tour, o transporto de bagagem e seguro sanitário e para o bagagem.
O tour acontece ao longo das estradas mais planas, secundárias e de pouco tráfico; alguns sobe e desce portanto é necessário ter um pouco de prática com a bici: caso faça muito tempo que não suba em uma bicicleta…
Foto| Flickr

Quem pretende visitar Amsterdam tem uma ótima saída para fugir dos táxis e outros meios de transporte público. Isso porque Amsterdam é umas das cidades com melhor infra-estrutura para esse tipo de transporte. Além da cidade não ter praticamente nenhuma subida, ou seja, ser totalmente plana; as pistas exclusivas para bicicletas e a sinalização eficiente fazem com que esse seja o meio mais prático para conhecer a cidade. Sendo assim, não é preciso ser nenhum aventureiro ou ciclista de plantão. Lá você encontra desde crianças indo para a escola até pessoas idosas indo fazer suas compras, de bicicleta!
Na Mike’s Bike, por exemplo, você pode alugar uma bicicleta por 10 Euros o dia (com seguro). Já na Orange Bike, é possível alugar um modelo básico de bicicleta por 24 Euros, pelo período de 3 dias. Existe também a opção de fazer diversos tipos de city-tour, com guia, pela cidade.
É o último desafio de “Frugal Traveler”, jornalista inviado do New York Times. Matt Gross partiu em maio para a Europa e publica um resumo das suas experiências de viagem às quintas-feiras. Ele relata onde e como conseguiu passar com menos de 100 euros por dia. Um fantástico desafio que transformou suas reportagens em autênticos guias de sobrevivência e que divertiram os leitores do Times por 12 semanas.
Um dos posts mais interessantes dos primeiros dias é sobre Paris. Descobrimos, através dos relatos do Frugal Traveler, um destino onde é possível passar comodamente o dia por 100 euros. Hotel? Nada disso! É possível dormir pagando 50 euros por noite no aluguel de um apartamento em uma zona não muito turística. E comer? Se é possível jantar com 20 euros, porque comer o típico menu de mochileiro “carne enlatada e crackers”? Enfim, idéias e lugares para viver uma Paris diferente, não abrindo mão do conforto, mas sem danificar muito o bolso.
O relato é um pouco pobre no ponto “como andar pela cidade” … Mas é possível imaginar que, como viajante com valor fixo ao dia, além do prático metrô, não tenha deixado escapar o Velib, serviço de sharing de bicicletas que já virou mania entre os parisienses e não só. Certamente o enviado americano não teve tempo de provar o novo serviço de barco pelo rio Siena, tudo low cost, que inaugurou dia 28 de junho. Foi batizado de Voguéo e, para os turistas, o bilhete custa 3 euros: uma grande economia se comparado aos atuais preços dos passeios de barco!
Foto de Jopemoro

Considerada a “menina dos olhos” de Mato Grosso do Sul, a serra da Bodoquena, no sul do Estado, guarda belezas naturais encantadoras que atraem 70 mil turistas durante o ano, em busca de diversão e paz. Há 15 anos no caminho dos aficionados, Bonito é o grande responsável pelo fluxo de amantes da natureza.Em Bonito existem mais de 40 atrativos turísticos. Nos passeios de cachoeiras, o número de visitantes por guia varia entre 12 a 15 pessoas, com intervalo de 30 minutos para a saída de cada grupo. Nos de flutuação, o número diminui, variando entre oito a dez pessoas por guia, também com intervalo de 30 minutos entre cada grupo. Segundo Jussara Coinete Veron, presidente do Bonito Convention & Visitors Bureau, inaugurado nesta semana, cada passeio recebe de 150 a 350 visitantes por dia.
“Os mais sensíveis são as cavernas e as flutuações em nascentes.” A limitação tem um motivo: “Bonito é um modelo e tem um projeto inovador de ecoturismo. Existem critérios de mínimo impacto, de sustentabilidade dos passeios”,
Assim, quando o turista chega a Bonito, deve obrigatoriamente passar por uma agência local para agendar seus passeios, pegar os respectivos “vouchers” e seguir para o atrativo acompanhado de um guia de turismo. A reserva antecipada é fundamental.
Visite o portal da cidade para maiores informações sobre reservas e hotéis.

Se entendemos bem Raul (nome fantasia) com um amigo iniciou uma viagem em bicicleta por toda a Espanha para chegar a Santiago de Compostela. Sempre mais pessoas, como Raul, se dedicam ao ciclo-turismo, e não apenas por motivos religiosos, mas também para unir a paixão esportiva aquela de viajar, a descoberta de novos itinerários escondidos. Aplicar esse conceito à Itália, ao seu riquíssimo patrimonio cultural e paisagístico, é a idéia que tiveram os donos da Italy Bikes Hotel.
No site deles se encontram todas as estruturas imagináveis para os ciclo-turistas, divididos por região, e visíveis também com o pratico (e quase obrigatório) googlemap. Mas o que os hotéis que aderem ao circuito tem de especial? Os serviços obviamente, pensados e dedicados aos bikers.
Do depósito seguro, trancado com cadeados e alestido com todos os atrezzos para as bikes, armários e bancos e toda os equipamentos e acessórios para a manutenção da bicicleta, com a possibilidade de reservar um guia especialista que pedalara com você o que simplesmente te dará mapas e dicas para pedalar nas melhores estradas.
Além disso tem serviço de lavanderia para vestuário esportivo, convenções com negócios especializados e serviços de assistência especializada (no caso de não bastar a manutenção), assistência médica e fisioterapia no caso de ciclo-turistas meio enferrujados, menus energéticos e saquinhos com frutas e lanches para consumir durante o caminho. Se você tiver a paciência de esfolhar o site regularmente, poderá até achar qualquer oferta especial. Afinal, um site cheio de recursos para os amantes de bicicleta.
Site oficial Italy Bike Hotel.
Os caminhos para Santiago de Compostela.
A fotografia é de A. www.viajar24h.com.